Novo álbum · 2026
PIVETE
Vinte faixas em quatro lados — Infância, Adolescência e o que vem depois. O sexto álbum de estúdio da Selvagens à Procura de Lei.
Faixas
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Lado A Infância
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(instrumental)
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, efeitos Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra
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Eu vim para cantar e não pra te enganar, eu vim rebobinar o teu DNA. Não vim pedir licença, eu vim marcar presença, eu vim marcar. Não vim pedir licença, eu vim marcar presença, eu vim marcar. Concordo em discordar desse teu bafafá. Eu vim de Fortaleza, eu vim com pressa, eu vim de lá. Não vim aqui pedir a bença, eu vim marcar presença, eu vim marcar. Não vim aqui pedir a bença, eu vim marcar presença, eu vim marcar. Cadê você? Eu tô presente! Cadê você? Eu vim marcar presença. Cadê você? Eu tô presente! Cadê você? Eu vim marcar presença. Cara, que fase! Tem gente que só mete o louco, nunca dá as cara ou fala a verdade. Que fase! Enquanto uns entram na disputa, outros pegam e fogem à luta. Cara, que fase! Tem gente que só mete o louco, nunca dá as cara ou fala a verdade. Que fase! Enquanto uns entram na disputa eu vim aqui para cantar e não pra te enganar. Eu vim de Fortaleza, eu vim com pressa, eu vim de lá. Não vim bater continência, eu vim marcar presença, eu vim marcar. Não vim bater continência, eu vim marcar presença, eu vim marcar. Cadê você? Eu tô presente! Cadê você? Eu vim marcar presença. Cadê você? Eu tô presente! Cadê você? Eu vim marcar presença. Cadê você? Cadê você? Eu vim marcar presença Cadê você? Cadê você? Eu vim marcar, vim marcar, vim marcar presença.
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão, teclado Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal
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Tudo mudando. Aqui fora a cidade é brutal. Foram tantos planos: e a galera correndo igual. Se alguém perguntar diz que eu não moro mais aqui. Quanto tempo faz a gente tenta? Sacode a poeira, enfrenta, espera o ódio se cansar? Grana, fama: é coisa passageira. Pra muitos não tem outra maneira: a vida tem que se pagar. Nunca quis nada que antes eu não quisesse sonhar. Signo de vento: a gente não se parece, mas eu sei que pode até funcionar. Cê não vai reconhecer: é que eu não moro mais aqui. Quanto tempo faz você anseia, ergue grandes castelos de areia, larga os sonhos para trás? Mas quando você ama alguém, a vida estende pontes sobre essa ferida. Cê preferia não lembrar. É impressão sua, é impressão sua. Eu não moro mais aqui. É impressão sua, é impressão sua. Eu não moro mais aqui. É impressão sua, é impressão sua. Parece outro lugar: eu não moro mais aqui. Quanto tempo faz a gente volta pra mesma casa, pra velha história, se convencendo: vai melhorar? Todo mundo tá por conta própria, no corre, em busca de uma resposta que a gente possa acreditar. Eu não moro mais aqui. É impressão sua, é impressão sua. Eu não moro mais aqui. É impressão sua, é impressão sua. Eu não moro mais aqui. É impressão sua, é impressão sua. É que eu não moro mais, eu não moro mais aqui. É impressão sua, é impressão sua.
Gabriel Aragão, Daniel Medina
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal
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Hoje choveu o dia todo e nada desse sol aparecer. Palavras duras ditas por ninguém ecoam no silêncio mais uma vez. Alguma coisa precisa urgentemente mudar. Onde eu quero ponte, você ergue muros. Onde eu quero voz, você me quer mudo. Você prefere que a gente desista, mas a gente é casca dura. Anos 90 ultrapassados pelo tempo, embaixo do nosso asfalto Chutando areia perto do mar, só a gente sabe como voltar. Alguma coisa precisa urgentemente mudar. Onde eu quero ponte, você ergue muros. Onde eu quero voz, você me quer mudo. Você prefere que a gente desista, mas a gente é casca dura. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar. Eu conheço o meu lugar.
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra, backing vocals Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra
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Quase caí feito um patinho na tua cova tão medonha, teu veneno destilado, tua resposta tão sacana. Por muito pouco me safei, bati as asas com bravura. Nem despedida te guardei, amor Pra não dar corda a aventuras. Caso antigo de outra vida. Clandestina, sai ou fica Guilhotina, melhor tomar cuidado com fera ferida. Quase caí feito um patinho eu não queria acreditar. No final, o estrago feito, Tu ainda vem me visitar em forma de hospedeiro, como fosse senhor dos presentes, me oferece a noite inteira mas quer que eu morra lentamente. Caso antigo de outra vida. Clandestina, sai ou fica Guilhotina, melhor tomar cuidado com fera ferida. Quase caí feito um patinho no queixo paia desse homem, nas maneiras, nos reclames, nas viagens, codinomes. Na verdade nessa gira é bem difícil aceitar as curvas, os desmandos, o destino, Carcará. Caso antigo de outra vida. Clandestina, sai ou fica Guilhotina, melhor tomar cuidado com fera ferida. Caso antigo de outra vida. Clandestina, sai ou fica Guilhotina, melhor tomar cuidado com fera ferida.
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão, guitarra, teclado Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra
Lado B Adolescência
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O jogo da vida, uma disputa emocionante em busca do sucesso! Dica aos novos adultos: leiam as instruções com atenção e, com o tempo, façam filhos. Prepare o jogo: separe os pinos rosas dos azuis. O jogo vai começar: um banqueiro contra vinte otários. Gire a roleta, imagine um número qualquer. Tanto espaço vazio, mas todos já tem dono. Pague a dívida com juros. E não se esqueça de sorrir. É o dia do seu casamento, hoje é seu dia da sorte, é hora da vingança, é dia de mandar os outros jogadores pra casa do caralho. Na dúvida, pegue o trecho mais curto. E, se o espaço que você cair estiver ocupado, continue andando, continue andando, continue andando, continue andando, continue andando, continue andando, continue andando.
Gabriel Aragão
Moisés Loureiro
Matheus Brasil — bateria Gabriel Aragão — guitarra Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra Moisés Loureiro — voz
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Quando acordei, um anjo torto disse para mim: “Esse mundo é um trem doido de volta pro Jardim”. Se eu me lembro bem era final de setembro, daquele ano sem inverno, atrás do sustento. A gente se estranhou legal e uns dias pensei que nós ia de arrasta, era a nossa vez. Nesse trem doido, descontrolado, ladeira abaixo, e a gente no meio. A cabeça agita e a gente fica nesse trem doido. Onde ele vai parar? Esse trem fura sua bolha sem você perceber. Assinatura premium? Escolha a verdade é uma sessão privê. Aqui não vai, não vai, não vai de graça pra você. Esse povo tem veneno, pega ingênuo, tem que ver pra crer/clichê. Nesse trem doido, descontrolado, ladeira abaixo, e a gente no meio. A cidade excita a geração perdida nesse trem doido. Onde ele vai parar? Nesse trem doido, descontrolado, ladeira abaixo, e a gente no meio. A cidade excita (a cabeça agita) a geração perdida (e a gente fica) nesse trem doido. Onde ele vai parar?
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal Tatá Aeroplano — backing vocal
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Assim que você nasce, eles te colocam no lugar. Não te dão nenhuma chance, apenas as sobras. Não te consideram em casa, te moldam na escola. Precisam de alguém pra controlar, nem todo mal te faz sangrar. Eles vem com suas bandeiras, sempre foi assim. Deus apenas traz o sol e depois volta a dormir. Hey, eles não conhecem o amor, por isso ressentem e espalham dor. Precisam de um espelho que os lembre quem eles são. O vento sopra na noite fria, você procura abrigo na rede infinita. Eles vão contar que existe um lugar ao sol se você se esforçar, se vencer na próxima. Quem eles são? Quem eles são? Te torturam por 20 anos, e agora querem que você renda, que você renda. Não se renda! Hey, eles não conhecem o amor, por isso ressentem e espalham dor. Precisam de um espelho que os lembre quem eles são. Hey, eles não conhecem o amor, por isso ressentem e espalham dor. Precisam de um espelho que os lembre… Hey! Hey! Hey! Quem eles são? Quem eles são?
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra André Frateschi — backing vocal
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Quente a gente vem para se entregar numa noite sem hora pra contar. Fosse só sentir, fosse só sonhar. Mas tem que partir, quem quiser voltar. Longa a estrada vai, demorei para aceitar: tudo passa. Se o que eu quiser for contra a maré, seguro a onda, o mundo gira, gira, gira, gira. Se o que eu quiser for contra a maré, seguro a onda, o mundo gira, gira, gira, gira. Fui na rua onde eu cresci, nas pedras de Quixadá. Na avenida que eu morei, nunca saí de lá Do sertão restou o pó, Ciranda, circo, Cafundó. Irmãos de surra, cura, curió, sonzinho, nunca só. Longa a estrada vai, a gente quer ficar, mas tudo passa. Se o que eu quiser for contra a maré, seguro a onda, o mundo gira, gira, gira, gira. Se o que eu quiser for contra a maré, seguro a onda, o mundo gira, gira, gira, gira. Gira, gira, gira, gira. Gira, gira, gira, gira. Gira, gira, gira, gira. Gira, gira, gira, gira.
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra Claudine Albuquerque — backing vocal
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Nunca se endireita é punk, anjo/nasce torto. Não entrega o ouro, só por cima do seu corpo e nem se acostuma a ter tanto conforto. No fundo, sabe que amanhã tu é outro. A rua é teu vespeiro, por isso, Mucambo é solto. Surfista de asfalto, pega onda, cria couro. Se ninguém se importa vira a mesa desse jogo. No fundo, sabe que amanhã tu é outro. Tu é outro. Tu é outro. Ah!
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra
Lado C
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Cedo, o sol americano reza com a minha mãe. Bate no couro, reflete o tesouro: menino de ouro. Complicado feito gente, é enchente ou nascente? Vai com Deus, ao Deus-dará. Morde a mão, aguente a pressão: menino de ouro. Vai, atravessa essa sala, teu amor tá na estrada, corre o risco de encontrar. Vai, se jogar em água clara, sem amor não vale nada. Vai, menino se encontrar. Tem quem não queira te ver bem: o meu calor te acompanha. Bobagens, meu filho, bobagens… Cantador, canta: la la ia la ia la ah! Vai, atravessa essa sala, teu amor tá na estrada, corre o risco de encontrar. Vai, se jogar em água clara, sem amor não vale nada. Vai, menino se encontrar. Num pé, bem lá no meio de outros pés, ali. Tá tão forte, dá pra ver aqui fruto maduro no pomar Vai, atravessa essa sala, teu amor tá na estrada, corre o risco de encontrar. La ia la ia Vai, se jogar em água clara, sem amor não vale nada. Vai, menino se encontrar.
Gabriel Aragão, Milla Sampaio
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal Soledad — backing vocal
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Nós estamos em guerra. Eu não sei por que você está me olhando com essa cara tão simpática. Nós estamos em guerra. O seu mundo e o meu mundo estão em guerra. Os nossos mundos estão todos em guerra. A falsificação ideológica que sugere que nós temos paz é pra gente continuar mantendo a coisa funcionando. Não tem paz em lugar nenhum. É guerra em todos os lugares, o tempo todo. Nós estamos em guerra. Nós estamos em guerra. Nós estamos em guerra.
Matheus Brasil — bateria, efeitos, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra Ailton Krenak — voz Batata Boy — synth
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Voando alto eu vou até onde ninguém possa me encontrar. Conta uma história, Dedé, nenhuma em particular. Se faltar asa eu vou a pé, se faltar pé eu posso imaginar uma conversa com Bel: abertas estão na América as veias. Hey Tatá! Hey Tatá! Fosse só sentir, fosse só sonhar. Hey Tatá! Hey Tatá! Tá na hora de partir, tá na hora de acordar. Eu já rezei pra São José eu gosto quando você me chama. Já sorri, mas era migué, já tentei me sabotar. Segunda a sexta eu vou na fé, fim de semana a gente vai gerar. Mais lotado que a Estação da Sé, de corpo e alma e a mente lá: aberta. Hey Tatá! Hey Tatá! Fosse só sentir, fosse só sonhar. Hey Tatá! Hey Tatá! Tá na hora de partir, tá na hora de acordar. Hey Tatá! Hey Tatá! Fosse só sentir, fosse só sonhar. Hey Tatá! Hey Tatá! Tá na hora de partir, tá na hora de acordar.
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra, backing vocal Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra Tatá Aeroplano — backing vocal
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Fiquei pensando por um tempo em tudo aquilo que você falou. Que eu não devia ter seguido em frente Tava proibido, tava repreendido por Deus. Mas, quem me conhece, sabe que eu não sou de desistir. Na na na na na na não. É um segredo meu, um efeito meu, sou o cara mais teimoso que você conheceu. Você torce ao contrário, desapega, vida fácil: você ama me odiar. Você curte, nem disfarça, o famoso sabe nada. Você ama me odiar (ama me odiar). Ha-ah! era só o que faltava: Um sommelier pras escolhas que eu faço!? Me dizendo que devia escrever clichê blasé, uma coisa meio nada ver. Você curte, nem disfarça, o famoso sabe nada. Você ama me odiar. Você… Você… Você… Você… Ama me odiar. Você torce ao contrário, desapega, vida fácil… Você curte, nem disfarça, o famoso sabe nada. Você ama me odiar (ama me odiar).
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra, backing vocal Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra Batata Boy — synth
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Bem de longe eu vi América, brilhava a noite em seu cocar. De muitos sonhos fez-se América, fé cega, faca de amolar. Vai fingindo que eu não sei, faz de conta que inventei Loka América. Loka América, vai fingindo que eu não sei. Ah ah ah ah! Suor de sangue pinga América, floresta, sala, Oxalá. É ilegal nascer na América, fincar raíz, colher, plantar. Vai fingindo que eu não sei (vai fingindo que eu não sei), faz de conta que inventei (faz de conta que inventei) Loka América. Loka América, vai fingindo que eu não sei. Ah ah ah ah! Vai fingindo que eu não sei (vai fingindo que eu não sei), faz de conta que inventei (faz de conta que inventei) Loka América. Loka América, vai fingindo, vai fingindo! (vai fingindo, vai fingindo) Vai fingindo que eu não sei (vai fingindo que eu não sei), faz de conta que inventei (faz de conta que inventei) Loka América. Loka América, vai fingindo que eu não sei. Ah ah ah ah!
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal
Lado D
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Quando o Pivete nasceu, choveu o dia todo em Fortaleza. Subiu aquele cheiro de asfalto e maresia, da areia de ferrugem, tipo Mara Hope, gosto amargo abraçado em nostalgia, empestando e cobrindo toda a Cidade Baixa com seu manto laranja queimado. Do outro lado da avenida, tudo que a Cidade Alta enxergava era a massa uniforme. Iguais entre si, diferentes uns dos outros. Só mais uma peça no quebra-cabeça gigante que eles chamam de Loka América. Cantores lutam, lutadores cantam, as guerras não mudam. Sair da nossa terra é uma coisa que vocês nunca vão entender. Nós estamos em guerra, eu e você. Pontes e muros, baratas e borboletas, a decisão é puramente estética. Casca dura, bichos do fundo do poço. Abre a tampa que agora é nóis e depois de nóis é nóis de novo. É impressão sua, é impressão sua (eu não moro mais aqui). A Cidade Alta não sabia ou não queria saber, mas existia uma Cidade Ainda Mais Alta. E a Cidade Ainda Mais Alta não queria ninguém por ali. Sonhavam distorções e abismos irreparáveis, batismos de sangue por todas as margens. “A guerra tá a apenas um passo”, eles diziam, “A guerra acabou de chegar”, “A guerra vai ficar pro jantar”. Por isso, quando todo Pivete volta pra terra, se lembra de Bel: a gente conhece o nosso lugar. E eu sei que você me pediu pra nunca rimar amor com dor, mas às vezes a vida não é assim, meu senhor? Eu não vim aqui pedir a bença, impor a minha crença, eu sei que manuais são atropelados por trens doidos de nascença. Errou de novo. É melhor já ir se acostumando, meu povo, depois de nóis vem outro e depois vem outro e vem outro e vem outro e vem outro... É impressão sua, é impressão sua (eu não moro mais aqui).
Matheus Brasil — bateria, percussão, teclado Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra Silvero Pereira — voz
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Todo dia a gente corre pro mesmo lugar, todo dia a gente pára e pensa em desligar, todo dia tem gente morrendo na TV, todo dia a gente acorda e tem que escolher. Todo dia é dia de rua, todo dia é dia de rua. Todo dia sai um folgado e um cuzão, todo dia tem política e religião, todo dia a Terra gira, você queira ou não, todo dia a gente passa, eles não passarão. Todo dia é dia de rua, todo dia é dia de rua. Cuspindo a raiva que eles me deram transformo em navalhas corte seco, sem falhas me preparo pra batalha não quero migalhas dessa gente que sequestra gente promove a guerra e nisso limpa os dentes a cada passo eu quero espaço sigo no compasso, no ritmo da luta contra o cansaço, o punho cerrado argumento afiado chama acesa processo, concreto é pra lutar é pra criar poder popular é pra lutar é pra criar poder popular é pra lutar é pra criar poder popular é pra lutar é pra criar poder popular Todo dia é dia de rua, todo dia é dia de rua.
Gabriel Aragão, Matheus Brasil, Leo Suricate
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal Leo Suricate — voz Batata Boy — synth
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Ei, pivete Cuida do teu É o que eu diria a um antigo eu Tanta coisa vai mudar. Ei, pivete Cristão ou ateu Mas hoje a nova onda vive num museu Vê se não pára de sonhar. Tem dias que são ilusão Tem dias que o coração na mão Avisa que falta muito chão Nós vamo junto dê certo ou não Tem dias que a gente prevê A resposta que alguém vai dizer Tem dias que cê vai receber Muito mais do que pode entender Ei, pivete O que você aprendeu Depois de cuspir no prato que comeu Tanta coisa vai mudar. Ei, pivete Você me convenceu No mesmo instante em que você nasceu Vê se não para de sonhar. Tem dias que são ilusão Tem dias que o coração na mão Avisa que falta muito chão Nós vamo junto dê certo ou não Tem dias que passam batido Outros dias vence o inimigo Tem dias que eu te levo comigo Como um porto seguro em meio ao perigo Tem dias que são ilusão Tem dias que o coração na mão Avisa que falta muito chão Nós vamo junto dê certo ou não Tem dias que a gente prevê A resposta que alguém vai dizer Tem dias que cê vai receber Muito mais do que pode entender Tem dias que passam batido Outros dias vence o inimigo Tem dias que eu te levo comigo Como um porto seguro em meio ao perigo
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra, backing vocal, palmas Jonas Rio — baixo Plínio Câmara — guitarra
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Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido… Esse trem doido…
Gabriel Aragão
Matheus Brasil — bateria, percussão Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal Arnaldo Baptista — voz
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Na garoa de pedra Nesse mal que nos cerca Na curva da reta No bem que nos resta Em cada não caia nessa Pela brecha da sua janela Nós estamos aí Na marcha sem medo No fim de fevereiro Nessa rua deserta Que ninguém da regra Pelo Deus que tem fome Por quem julga em seu nome E se esconde Nós estamos aí No caminho inverso No alheio diverso Em que não leva sério Todos os mistérios, na fala macia De quem não merecia essa vida Nós estamos aí Além da certeza De qualquer bandeira De qualquer fronteira Você queira ou não queira Em que é só fachada Em que não acredita em nada Nós estamos aí Nós estamos aí Nós estamos aí Nós estamos aí Nós estamos aí
Gabriel Aragão
Rodger Rogério, St. Petersburg Studio Orchestra, Nayra Costa
Matheus Brasil — bateria, percussão, backing vocal Gabriel Aragão — voz, guitarra Jonas Rio — baixo, backing vocal Plínio Câmara — guitarra, backing vocal Rodger Rogério — voz Nayra Costa — voz Samuel Vidal — saxofone Patrício Levi — trompete Felipe Giffoni — trombone Coro — PJ e esposa, Enzo, Rodger Rogério, Nayra Costa, Jajá Cardoso, Yannick Hara, Claudia, Nuno
Ficha técnica
- Gabriel Aragão
- Matheus Brasil, Gabriel Aragão
- Selvagens à Procura de Lei
- Matheus Brasil
- Felipe Tichauer
- André Bourgeois (Urban Jungle), Fergus Gallas, Gabriel Aragão
- Gabriel Aragão, Juvenal Joaquim, Igor de Melo
- Igor de Melo
- Juvenal Joaquim
- Igor de Melo
- Marcelo Camelo
- St. Petersburg Studio Orchestra — St. Petersburg Recording Studio, São Petersburgo, Rússia
- Kleber Augusto
- Kira Malevskaia
Já está em todas as plataformas
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